Receptores metabotrópicos são proteínas de membrana que não formam canais iônicos diretamente, mas atuam por meio de proteínas G, desencadeando cascatas de sinalização intracelular.
Ao se ligarem a um ligante (como um neurotransmissor ou hormônio), ativam proteínas G que modulam enzimas como a adenilato ciclase ou a fosfolipase C, levando à produção de segundos mensageiros (como AMPc, IP₃ e DAG). Esses mensageiros promovem alterações na atividade celular, incluindo modulação de canais iônicos, expressão gênica e metabolismo.
Diferentemente dos receptores ionotrópicos, os metabotrópicos produzem respostas mais lentas, porém mais duradouras e amplificadas.
Estão amplamente distribuídos no sistema nervoso e em outros tecidos, sendo fundamentais na modulação de funções como neurotransmissão, regulação hormonal e respostas adaptativas.